Como todos os esportes, o Futsal tem tentado se adequar a determinadas exigências, modificado suas regras ao longo do tempo para se tornar cada vez mais empolgante e atraente aos olhos da mídia e consequentemente do público. O objetivo não é tornar a modalidade mais acessível aos participantes, pois seguramente é a mais praticada no mundo, mas sim incorporar-se aquelas que são promissoras para os patrocinadores e a partir desse pressuposto obter uma maior visibilidade. Por mais incrível que possa parecer, o Futsal tem a mesma essência do Futebol, mas nem de longe desperta o interesse dos empresários em geral e dos clubes de massa (sendo que o segundo precisa incondicionalmente do primeiro, para custear a modalidade).
Pesquisas apontam que as constantes alterações nas regras fazem parte dos indicativos para a escassez dos investimentos. Para os amantes do esporte, este paradoxo deixa uma situação de total impotência, pois justamente por tentar deixar o esporte em condições de veicular na mídia, ferramenta esta que é imprescindível para sobrevivência de qualquer modalidade esportiva, se vê prejudicada por tamanhas modificações. Sendo que, a título de curiosidade, seu primo rico (o Futebol) é extremamente avesso, cauteloso e reticente à propor e executá-las. Temos como por exemplo a utilização de dois ábitros, ao invés de um, além dos assistentes que inclusive foi testada em uma edição da Copa São Paulo de juniores, no qual acabou sendo rejeitada.
Entretanto, depois da adesão do Futsal aos domínios da FIFA, espera-se que as alterações nas regras passem a acontecer de maneira com que o nosso esporte assuma definitivamente uma identidade. E mais, que isso não implique na forma como a modalidade é vista pelos seus praticantes, e sim possa agregar e aproximar a classe empresarial para que além de ser o esporte mais praticado do mundo seja também de investimentos significativos. |